quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

O TDAH nosso de cada dia

TDAH. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Neurobiológico. Alteração no lobo frontal. Também chamado de Lesão Cerebral Mínima ou Reação Hipercinética da Infância.

Descobrir que eu sou TDA com quase 40 anos me traz alivio. Me traz paz em saber que o que me incomodava, o que me assustava, o que eu não entendia em mim finalmente me foi explicado. E eu amo informações!

Pude olhar para mim mesma criança, adolescente, adulta entender tanto! Me reconfortou saber que eu não sou burra, não sou avoada por que eu quero, que eu não sou desorganizada por desleixo, que eu não sou a mãe cheia de lacunas pq eu não sou boa mãe, que eu não entrei e sai de empregos pq eu não gosto de trabalhar, que eu não perco as coisas pq não dou valor a elas, que eu não deixo tudo pela metade pq eu não me comprometo conscientemente. 

Entender que apesar do meu entorno familiar ser caótico desde que eu nasci, não foi o único responsável pelos meus tropeços e dificuldades. E obter uma resposta para a minha eterna sensação de inadequação no mundo. Entender o porquê de ter uma mente 

Foi um empurrão para começar a fazer terapia, para me olhar olho no olho e dizer para mim mesma "tamo junto!"

Claro que antes de chegar nessa nuvem de ursinhos carinhosos eu tive medo. Chorei, fiquei sem dormir, me senti um alien psicótico, me senti novamente inadequada. E para completar foi logo depois de saber que o caçula é autista. Too much!

Mas também descobri algumas coisas interessantes... Que o TDA é geralmente criativo, otimista nato, curioso, que enxerga as coisas de forma diferente, as vezes mais claras, as vezes mais bonitas, que geralmente é super inteligente e ligado no 220 (fisica ou psicologicamente. Ou os dois - Deus nos ajude! Hahahahaha)

A medicação tem sido maravilhosa idem. Um divisor de águas para quem trabalha com coisas burocráticas, por exemplo. 

No fim das contas, 2020 foi ruim mas foi bom!


cof, cof

Meu Deus eu nem lembrava que esse blog existia!

Oi, vc tá aí?

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Mãe x Mulher

Me separei há muito tempo, meu garoto tinha uns 2 anos e pouco. Desde então alguns namoros meio furados e muitos casos sem sentido. Lá se vão 6 anos nesse carnaval.
E hoje, com o pequeno já não tão pequeno e eu já não tão jovem, me pego aqui pensando como equilibrar as duas fantasias que toda mulher solteira com filhos acaba tendo que usar: a de mãe e a de mulher.

Vamos combinar que culpa é algo inerente a qualquer mãe. Ela surge no momento em que você sabe que está gravida e vai te acompanhar a vida inteira. Você vai se culpar se esquecer de tomar o ácido fólico, se comer demais ou de menos, se perder a calma com as noites em claro depois que o bebe nasceu, se perder a calma quando ele pintou as paredes, se não tem dinheiro para comprar o último Max Steel ou Barbie que custam os olhos da cara, se não fez o suco com frutas orgânicas e agora acha que seu filho terá câncer quando adulto, se trabalha demais para poder comprar o maldito brinquedo ou se trabalha o suficiente mas não tem dinheiro para comprar o maldito brinquedo. Se você passa uma boa imagem, se deu a educação devida, se prestou atenção, se deu amor o suficiente, se brigou quando deveria. A culpa não é das estrelas, ela é coisa de mãe.

Por outro lado você é mulher. Jovem, solteira, desimpedida, livre, com os hormônios te buzinando no ouvido: "você precisa fazer sexo". Você ainda lê revistas de moda, gosta de maquiagem, quer ficar bonita, gostosa, sair para beber, flertar, namorar, rir, ver suas amigas, talvez usar uma langerie fio dental, talvez viajar para a praia. Você pode fazer isso? Talvez. Se:
a) O pai do rebento ficar com o próprio filho. Ou sua mãe, sua irmã, sua ex sogra, o Papai Noel ou qualquer um em quem você confie e queira te dar uma mão.
b) Se você tiver dinheiro depois de comprar a Barbie ou o Max Steel mais uniforme, roupas, comida, pagar aluguel, remédios, as suas coisas, as festinhas da escola, material escolar e todas as despesas que envolvem uma criança.
c) SE A SUA CULPA DEIXAR VOCÊ SE AUSENTAR DO PAPEL MÃE.

Você sabe do que eu estou falando aqui, colega. Você vai chegar na festa com a calcinha fio dental, os saltos, a maquiagem, vai pedir o primeiro drink, vai olhar para o bonitão do bar, começar uma conversa e:
a) vai falar do filho e ainda mostrar uma foto.
b) Vai ficar olhando para o telefone de 15 em 15 minutos para ver se ninguém ligou dizendo que está no hospital com seu filho.
c) Vai lembrar que não pode beber todas porque, no dia seguinte, o pequeno vai acordar as 8h, pedir Nescau e te convidar para brincar.

Dessa forma, a gente acaba entrando numa Zona de Conforto Materna. Aquela zona em que você chega do trabalho e quer mesmo é tirar o sapato, fazer um jantar para o pequeno,ouvir sobre a escola, fazer tarefa e acabar na cama jogando videogame. E se divertindo um monte!
O fio dental fica no fundo da gaveta e as calcinhas normais voltam à cena. Seu drink de sexta é uma taça de vinho ou uma cerveja no sofá, vendo um filme. As viagens são geralmente temáticas: casa da vó, zoológico, praia com os primos.
Na tv o filme cult até passa, de madrugada, mas agora você sabe bem sobre Hora de Aventura, Steve Universo, Incrivel Mundo de Gumball, entre outros desenhos.
O dinheiro? Bom, digamos que você fica aliviada quando consegue pagar as contas, levar o guri no Mc Donald's as vezes e ter certeza de que vocês dois estão seguros. O resto a gente corre atrás, diariamente.
O ex marido? É aquele cara que vem buscar seu filho em alguns finais de semana. Um cara que fez parte de alguma coisa, numa época distante, que você até faz uma piadinha e ponto final.
Então, no fim das contas, quem quer ir a um bar barulhento cheio de gente estranha? Quem quer andar com os pés massacrados num salto alto atrás de homem? Quem quer passar aquela agonia de ficar esperando uma ligação, um e-mail?
Pode ser que daqui uns meses me dê a louca e eu queira tudo isso novamente. Mas nesse exato momento eu vou parar de escrever e procurar receitas de sobremesa para fazer no final de semana, onde vamos à praia e jogaremos horas de videogame. E por incrível que pareça, eu não me sinto nem um pouco culpada!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Não sou uma mulher fácil de se lidar. Melhor: não sou uma pessoa fácil de se lidar. Sou orgulhosa, insubordinada, ás vezes arrogante, ás vezes agressiva, ás vezes sem sentido, ás vezes intragável. Mas eu nunca enganei ninguém. Nunca sai vestida de lady e, de repente tirei o vestido e mostrei o jeans rasgado e minha bad atitude.
Entre homens e mulheres existem aqueles que adoram, parecem ter como objetivo de vida, pegar alguém e transformá-lo. É o seu hobby, seu chamado, a única forma que têm de amar.
Pera lá moço, vamos com calma aí! Pode se difícil calçar meus sapatos. Deus sabe quantas vezes eu quis ser a menina doce e sorridente, que passeia de carro fazendo carinho no namorado, enquanto ele dirige. Ser a menina que escreve coração no caderno e chora vendo A culpa é das estrelas. A que tem pânico de barata e sobre na cadeira sendo resgatada pelo machão do chinelo.  Mas eu não sou. Nunca fui e, a essa altura do campeonato, jamais serei.
Então não venha me corrigir, me colocar num molde que alguém te disse que era certo.  Não venha agora dizer que eu sou legal mas que poderia ser melhor, poderia ser mais doce, poderia ser menos, poderia ser o que eu não sou.
Meu lado doce existe, não sou uma tirana! Mas ele é coisa rara, coisa que eu produzi como uma pérola, por anos. Não vou dar para qualquer infeliz jogar na lama. Meus beijos sinceros, meu olhar de admiração, meus abraços macios, meus sorrisos de menina são meus e eu os dou quando e como quiser.

Vamos ser sinceros e gostar do que somos? Eu te digo que tenho medo, você me diz que tudo bem. Você me pede um carinho e eu dou. Eu te digo que gosto de beber Ipa e você vem comigo. Você me diz que tem orgulho da minha macheza e eu vou te dar um sorriso bem feminino. Eu vou dizer que não uso salto, você diz que prefere botas. Você me diz que eu estou sendo meio grossa e eu baixo a bola. Eu digo “foda-se” e você ri. Você diz que está com fome e eu faço um jantar para dois. Você me diz “eu gosto de você” e eu te dou um beijo demorado.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Gostaria de ter certeza quando digo que te amo. Mas como é que posso dizer que te amo e saber que você compreendeu, se eu olho para o céu e enxergo lavanda e você acha que é azul?

Como é bom guardar coisas, remexer nos arquivos! Esse texto foi escrito ha quase dois anos e ainda fala tanto sobre mim...



Gosto de você e não deveria. Vou ao trabalho pelo mesmo caminho de sempre, por costume. Não como agrião, detesto alcaparras e acho que uma das melhores invenções dos americanos foi o peanut butter and jelly sanduiche.
Tenho medo de que você um dia analise friamente nosso caso e veja que meus defeitos se sobressaem às minhas qualidades.
Meus pés estão sempre gelados e luto diariamente com minha insubordinação no trabalho.
Procrastino demais, sonho demais, faço de menos.
Não gosto de usar saltos, me acho ridícula de brincos grandes e tenho pensado se ainda tenho idade para usar as roupas que eu uso.
Penso em ter mais filhos, mas ao mesmo tempo quero correr o mundo e pintar os pés na Índia, bater pernas em NY, beber Guinnes na Irlanda. Sinto sua falta, cada dia um pouco mais. Não sou fácil de lidar, não demonstro amor como deveria, digo "foda-se" para quase tudo o que me incomoda.
Não sou mulherzinha, não acho graça em comédia romântica, tenho TPM e uma pinta em forma de coração na batata da perna.
Choro escondida, geralmente no banheiro. Gosto de dias frios de sol, daqueles bem secos onde tenho esperança em qualquer coisa. Não tenho carro, adoro viajar de avião e tenho pouca paciência com gente lerda.
As vezes penso em nós dois numa casa com quintal, filhos, cachorro. Me envergonho por ter pensado, volto a pensar em sacanagem.
Nesse momento em que escrevo, sinto alívio. Mas não sei por quanto tempo isso vai durar.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Faixa de Gaza

Tenho um cachorro chamado Leonardo. Minto, o cão é da minha mãe. Um shitzu carente, com dentes e pequenas pernas tortas que lhe conferem um ar divertido.
Tenho também - e essa é só minha - uma gata chamada Marie. Marie é uma gata sem raça definida, mas de personalidade bem definida, dificil e insolente. Já apanhou, recebeu ameaças, subornos em forma de ração úmida e erva de gato. Nunca consegui dobrar aquela panca aristocrática e a agressividade típica de qualquer diva que sabe que é diva.
Pois Leonardo quer socializar com Marie a qualquer preço. Quer cheirar-lhe o rabicó, quer dividir o cachorro de pelúcia imundo que ele carrega pela casa, quer brincar. Marie não quer nada disso e desconfio que deseja todos os dias que ele morra de repente, infarto fulminante, lombrigas, que salte para o vazio da janela.
Leonardo sempre aceitou como se fizesse o papel de homem feio atrás da bonitona do bairro. Como um trouxa, abanava o rabo, recebia literalmente patadas na cara e... continuava a abanar o rabo.
De uns tempos cara cá Leonardo - O Cão, resolveu pagar para ver. Resolveu sair latindo agressivo após cada negativa da gata, que salta para cima da mesa e fica com taquicardia por alguns minutos.
Eu não mencionei, mas Leonardo - O cão, é carente de uma forma patológica. Mesmo recebendo carinho, ele olha com olhar de sofrimento, de dor por não ter sido amado nas outras 23h do dia. Ele descobriu que eu amo Marie como a filha delinquente que algumas família têm: eu imploro amor e ela me dá quando quer. Se lhe der vontade.
Instaurou-se uma Faixa de Gaza constante que inicia assim que eu acordo e termia quando um dos dois animais vai dormir. Quando não acontecem ações noturnas: ataques, fuga, latidos, perseguição, derrapadas.
Até que um dia, sem perceber, habitamos por alguns minutos o mesmo sofá. Leonardo - O Cão, instalou-se primeiro sobre minhas pernas geladas e dormiu. Marie assistiu a tudo de cima da mesa com o olhar misto de nojo e desdem. Até que, aristocraticamente, desceu da mesa, analisou o ambiente e subiu no sofá, na outra ponta. Por minutos contemplei a cena sem acreditar: a Faixa de Gaza havia afinal concordado com um cessar fogo! Era como EUA e Rússia depois da Guerra Fria, Zod e Superman, Beatrix Kiddo e Cabeça de Cobre, Coringa e Batman - juntos e em paz.
É claro que não durou muito. Leonardo - O Cão abriu os olhos, sacou a cena e foi certeiro no rabuicó da gata, que acordou no susto,deu uma patada e foi resguardar sua dignidade em cima da mesa.
Mas ficou uma esperança de dias pacíficos, de um cessar fogo que dure mais que alguns minutos. De que um dia eu saia da cama de fininho e pegue os dois no flagra, no maior chamego em cima do sofá.


Hoje fez um fim de tarde quente, com direito a vento morno e folhas rodopiando em pequenos redemoinhos.
Sentei no ponto de ônibus apreciando as mudanças de cor do céu, que antes de escurecer por completo pintou-se de lavanda.
Ao meu lado um casal de velhinhos bem velhinhos, do tipo que já saem no lucro a cada dia que acordam.
E o que tem de interessante em um casal de velhinhos na capa da gaita?
Vou te dizer, que nunca tinha visto tanta sintonia entre um casal de tão longa idade.
Ele olhava para ela com ternura, com cuidado. Ela retribuía com pequenos sorrisos e o mesmo carinho. Em uma das rajadas de vento, onde uma poeira espessa levantou, ele chegou bem perto dela e fez uma especie de barreira com o corpo. Os dois deram risadinhas como dois adolescentes.
Eu sorria também. Nesse mundo desgraçado em que a gente vive, onde os relacionamentos parecem todos bombas prestes a explodir, ver aquele casal me deu esperança de um futuro bonito com alguém legal. Alguém que me proteja das rajadas e vento que a vida soprar.
Na hora de subir no ônibus, ela segurou no braço dele com confiança e ele a conduziu com cuidado, ajudando-a a subir com delicadeza.
Antes de descer do ônibus dei uma última olhada, o sol ja havia desaparecido por completo. A senhora havia passado um lenço sobre a cabeça e o senhor o braço sobre os ombros dela, provavelmente como o fez a vida inteira.
Vim caminhando e sorrindo, pensando na beleza daquela cena que provavelmente passou desapercebida para o resto do mundo. É esse olhar atento sobre as coisas belas da vida, que eu espero nunca perder!

sábado, 23 de novembro de 2013

Um pacote de bolachas vale mais que uma rosa


Relacionamentos, ah esse mar inexplicável de armadilhas e prazeres. Como dizia Leminski:

"O amor, esse sufoco, agora a pouco era muito, agora, apenas um sopro. Ah, troço de louco, corações trocando rosas e socos".


Uma das minhas teorias é que tentar enfiar qualquer relacionamento na mesma fôrma de sempre aumenta e muito a chance de as coisas desandarem.
Meu atual relacionamento é algo que elucida bem a histórias toda.
Tenho um namorado maravilhoso. E ao mesmo tempo muito difícil de se lidar. 
Eu entrei nesse relacionamento querendo nada e me encontrei, depois de alguns meses, querendo tudo: a casa, o cachorro, os filhos, os almoços de domingo, o acordar junto todo os dias. E descobri, com muita dor, que meu amor não partilhava das mesmas expectativas. Eles tem suas razões, que eu até entendo, mas foi muito difícil olhar para o meu sonho de casinha feliz e me despedir dele.
Desistir ou continuar não seria fácil. Foram dias de choro, de discussões, foi um termina daqui, reata de lá. Duvidei do amor, das intenções - minhas e dele- minha auto estima de espatifou, pensei em trocá-lo pelo primeiro Zé Ruela que encontrasse no caminho.
E por que então continuar com esse cara que não quer nada comigo?
Por que eu entendi que não partilhar do meu sonho de casinha feliz não era o mesmo que não me amar.
Entendi que em cada gesto de cuidado e carinho eu me sentia mais feliz. 
Meu amor não gosta da minha gata mas instalou todas as prateleiras do meu apartamento, bem como a pia e montou os móveis de cozinha até fazer bolhas nas mãos.
Ele não pensa em ter filhos mas já cozinhou para mim inúmeras vezes (ele é um cozinheiro excelente!) e já encheu minha geladeira quando notou que eu estava sem dinheiro e ela estava fazendo eco.
Ele é um gordo desgraçado, teimoso, sarcástico e inflexível mas vai comigo buscar meu filho e me leva no trabalho para eu não ter que pegar ônibus.
E me abraça e beija, divide as idéias, os sonhos, a cerveja, a cama, os bons momentos e aqueles em que não sabemos o que fazer.
Talvez ele nunca queira dividir uma casa comigo e com meu filho mas me dá a certeza de que quando a coisa ficar ruim ele estará comigo.
E ele é tão fofo as vezes que lembra por mim de colocar um pacote de bolachas na minha bolsa, caso eu fique com fome durante o expediente - gesto que vale por uma dúzia de rosas!
Então, enquanto eu como a bolacha e penso nisso tudo, a única coisa que eu sinto é amor. As incertezas e a necessidade de encaixá-lo no meu projeto de vida se tornam cada vez menores e o sonho vai se modificando suavemente, até caber todo o mundo, cada um no seu formato.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Substituir o pepino por marisco está longe de te fazer mulher


Eu tenho uma certa implicância com as minorias. Talvez pelo fato de as minorias serem geralmente apoiadas por idiotas, não colocadas em cheque, não analisadas com olhos críticos. São sempre uns coitados e isso basta: se é negro justifica que não estude e mereça cotas; se é cadeirante é bonzinho e doce; se é gay é um vencedor por ter saído do armário. Se é eco-chato é uma pessoa boa, lutando por um mundo melhor.


Minha indignação se volta hj contra os transexuais. O pessoal que vai à Tailândia colocar o bilau para dentro e se chamar de fêmea. Desculpa ae, mas substituir o pepino por marisco está longe de te fazer mulher. Mesmo depois de quilos de hormônios, maquiagem, roupas, falta de pinto, vc ainda será um homem.
Eu posso até te chamar de Gilda, Carolina, Juliana, isso nem me incomoda. Posso dividir o banheiro, posso entender que você goste de filmes de moça. Mas paramos por aqui.

Ser mulher é uma questão de insanidade, de hormônios verdadeiros e naturais, de cólicas, de incertezas e de desenvolvimento tardio do raciocínio lógico – quando o há.  É não ter certeza sobre onde está a saída do shopping, não saber de supetão qual é a direita ou a esquerda. É ter a possibilidade de gestar, de expelir um ser humano completo de 4kg por um buraco onde só passaria um limão.
Por que se embarcar na onda de "eu quero ser tratado como mulher"? Eu vou entrar na onda de "quero ser tratada como a princesa Kate"! Ai vai dar merda, não é?

Então eu sinto muito por você que gastou os tubos nessa cirurgia e quer ser chamada de Gabriela ao invés de Alessandro. Uma vez tida a experiência de ter bolas, mesmo que não as valorizando, já te fez homem. Para sempre.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Os beagles e a mulher parindo no riacho: ingratidão

Fique pensando a respeito de alguns fatos dos últimos dias.
Primeiro sobre a invasão do Instituto Royal. Depois sobre um vídeo que circula na internet sobre uma mãe parindo na beira de um rio.
O que os dois fatos têm em comum? A mim me vem a palavra ingratidão.
O ser humano é um bicho curioso. Um bicho insatisfeito desde que surgiu, quando resolveu aproveitar o fogo, quando decidiu para de zanzar a procura de alimento, criando a agricultura, quando decidiu que queria uma casa ao invés de uma caverna. Mais além decidiu que não queria mais morrer de qualquer coisa e foi criando ferramentas, desenvolvendo métodos de driblar a morte. Fez tentativas frustradas de sangrias, sanguessugas, emplastros. Fomos cobaias de nós mesmos por muitos séculos. Morrímos de dente inflamado, veja você! Mas fomos mais inteligentes e descobrimos a penicilina e mais uma vez ganhamos pontos contra a senhora da foice. 
Sou imensamente grata pela ciência, pelo conforto e vida que ela me proporcionou até agora. Consigo entender sua magnitude em nos proporcionar uma vida com menos dor, menos incomodo, menos mortes. E acredito que sacrifícios sejam necessários como raspar o pelo de um beagle ou fazer nascer uma orelha nas costas de um rato. O mundo não é justo, encare isso.
Por que meus antepassados já foram cobaia e tenho quase certeza de que ninguém invadiu um aposento carregando no colo um doente cheio de sangessugas ou cortes de sangria.
Quanto ao parto na beira do rio, gostaria de lembrar às naturebas de plantão que mulher é bicho sim, mas que isso não nos deixa imunes. Na vida selvagem muitas fêmeas perdem seus filhotes e perdem suas vidas em partos mal sucedidos.
Quer ser da banda dos orgânicos, floral de Bach e saia rodada? Tudo lindo, tudo maravilhoso, mas lembre-se que em uma complicação é o médico quem vai te salvar, não uma oferenda à Deusa Mãe ou umas gotas de homeopatia. Como já ouvi por ai, se a mãe tem um pré- natal bem feito, as chances de um parto em casa bem sucedido são grandes.
Não sei você leitor, mas eu acho uma falta de vergonha na cara uma mãe passar os nove meses fazendo exames modernos em clinicas e hospitais, confiando em um médicos, para depois desdenhar da medicina dizendo que quer ter o filho na beira do riacho por que é natural e que cesariana é uma enganação, um absurdo! Quer ser natural? Fique sem pré- natal, sem tomar ácido fólico, sem ultrassom, com a incerteza
que só a natureza pode te dar! Se o bebê entalar e você sangrar como um bicho, pense que tudo isso é a natureza fazendo uma seleção natural.
O ser humano lutou muito contra as adversidades para chegar até aqui. Quando olho o para mim e para meu filho saudáveis só sinto gratidão pelas vacinas, pelos remédios, pelos médicos, pela ciência. Sinto gratidão inclusive pel natureza, por ter proporcionado ratos, macacos e beagles para nos auxiliar! E daqui de cima, sinto um profundo desgosto pela ignorância e ingratidão que ainda circunda boa parte dos meus semelhantes que, tenho certeza, não querem morrer de dor de dente.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Muita gente, a maioria da população mundial creio eu, quer ser amada. Todos querem saber que existe pelo menos um ser nesse planeta, tirando a própria mãe, que o ama.
Quando criança eu sonhava em ter um namorado, para andar de mãos dadas e fazer sebe-lá o que faziam os namorados. Na adolescência a coisa piorou pois eu tinha uma imaginação bem mais fértil e ampla, cercada de novelas, casais reais, livros, curiosidade e hormônios.
Quando comecei a namorar foi como comprar sapatos: prova um aqui, imagina outro lá, vê se acha uma bota e acaba com um scarpin. E foi assim por um bom tempo com choros convulsos, com sonhos, risadas, festas, "eu te amo", "eu te odeio", um filho, uma separação bem dolorosa, questionamentos.
Me questionava sinceramente se algum dia amaria alguém e se algum dia tinha amado alguém. E odiava pensar sobre isso por que não havia certeza de nada, já que amor é algo subjetivo, abstrato, pessoal. Eu posso chamar de amor o que você chama de paixão e vice versa.
Então ser amada continuou sendo importante mas ter certeza de que eu amo é ainda mais profundo. Saber, depois de tantos anos, que eu amo e dizer isso com convicção e certeza é um alívio profundo, uma etapa concluída e ao mesmo tempo iniciada.
Parar para pensar e se questionar o porquê de amar aquela pessoa tão chata, cheia de defeitos, que usa aquelas roupas e ouve aquela música enjoada e continuar querendo tocá-la, vê-la, cuidar dela, sentir o cheiro é fantástico! Saber que meu cérebro tem consciência de todos os defeitos e ainda sentir um frio na barriga quando o vejo chegar é idiota, brega, ridículo e espetacular!
O amor é feito de certezas bem mais que de sonhos. É feito de decisões, de querer, de não desistir, de ter fé de que por pior que esteja, pior seria estar sem ele. "É um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer".
As vezes eu amo tanto que se respirar mais fundo consigo até sentir o cheiro!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Sim, eu gosto de uma boa discussão. Shoot me. Adoro ver as mentes trabalhando em ritmo acelerado, buscando respostas, analogias, outras diéias - quase dá para ver as sinapses acontecendo. Então, não é por mal é só uma forma de exercício.
Tenho uma teoria que vou dividir com você: acredito piamente que algumas mulheres merecem ser traídas e não acho que um casamento deve acabar por conta de uma pulada de cerca.
Calma, antes de o seu sangue ferver, mulher amiga ou corna, deixa eu explicar.
Vou falar aqui de um casal hipotético, casado e feliz. Esse casal divide a casa, as contas, tem filhos, passam férias na praia. Eles foram felizes um dia, ela usava um vestido branco horroroso, ele usava uma gravata prateada e disseram sim em frente à uma multidão faminta, louca para sair da igreja e abalar na festa. O sexo era ótimo, tudo era charmoso, eles bebiam juntos, saíam.
Depois de uns anos aquela felicidade toda sumiu, evaporou e sobraram contas, filhos, uma barriga saliente, uma raiz de cabelo mal pintada, a sogra, o cachorro, o tédio.
E no meio dessa desgraça toda a mulher resolve que não quer mais fazer sexo. Simples assim. Ela coloca o sexo junto com os afazeres a serem feitos um dia, talvez no final do ano, como limpar o quartinho da bagunça, fazer um curso de francês, fazer uma colcha. Passa-se três meses e ela não está nem aí. E quando o marido a cobra, acha que ele é um bruto, um tarado, um incompreensível.
Essa mulhere merece levar um chifre enorme, daqueles que dá para polir!
Por que essa infeliz não entende que aquele homem a escolheu, dentre todas as mulheres do mundo para ser sua esposa. Para ter filhos, para passar a vida juntos, dividindo e aguentando: a cara amassada pela manhã, as contas, os chiliques, a TPM, a mãe dela, o ganho de peso, o banho de creme com uma touca rosa, a depilação esquecida, os medos, os choros, as dores.
Tenho certeza de que se ele não aceitasse metade disso ela o acharia um monstro. Mas ela negar sexo é normal.
Se eu fosse o tal marido me sentiria péssimo! Pensaria em tudo: estou gordo demais. Ela não me acha atraente e prefere fantasiar com o Caio Castro. Ou será que ela tem outo? Será que ela não me ama mais? Será que eu não faço bem? Será...
Existem certas obrigações matrimoniais. Sexo é uma delas. É uma forma de carinho, de afeto, de amor que é tão importante quando ganhar flores, ouvir que você não está gorda, que ele vai te amar para sempre. As mulheres cobram romantismo, cobram um milhão de blablablás e na hora do vamos ver têm dores de cabeça intermináveis.
Acho que a falta de sexo por livre e espontânea vontade é uma traição tão grande quanto a do cara que procura na rua o que não tem em casa.
Ai você me diz: então se separa! Ora,ora,ora e é simples assim? Dividir a casa, os filhos, as lembranças, os amigos, o patrimônio por que alguém falhou? Por que alguém escolheu um remédio ruim para um problema ruim?
Está na hora de algumas mulheres assumirem a culpa e arregaçarem as mangas. Se você sente nojo de fazer sexo com aquela pessoa que está do seu lado, aí sim acho que a separação é eminente. Agora se você ainda o ama, se esforce um pouquinho, não custa! Tome um vinho antes, um banho bem gostoso, assiatam um filme, saiam para jantar. E não me venha com a desculpa que não dá tempo, não tem dinheiro. Manda a criançada para a casa da sogra e coma uma pizza à luz de velas que seja! Se aninhe nele e entenda que para o seu marido também é bem difícil saber que a mulher dele não o deseja. É uma questão de amor, de carinho, de compreensão e de evitar um galho desse tamanho nascendo na sua testa!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Olhando para o mesmo horizonte

Até pouco tempo atrás eu achava que amores de uma vida inteira, ou pessoas que não se reestabelesciam depois de um rompimento, era coisa de romance inglês do século retrasado.
Mas de repente tudo me pareceu possível.
Também entendi aquelas pessoas que, mesmo louca de amor por alguém, casam-se com outras pessoas legais mas não tão apaixonantes assim.
Amor é lindo, rompe barreiras, faz milagres, motiva. Mas descobri que no meu caso, o que mantém um relacionamento é olhar para a mesma direção.
Podem ser opostos, de idades diferentes, cores diferentes, credos diferentes. Mas se o horizonte é compartilhado, ai está um grande tesouro.
Por muitos anos achei que casar era uma decisão idiota. Nunca tive bons exemplos nessa área e tinha certeza de que estaria fadada ao erro se tentasse. Bom, eu tentei e falhei mesmo. Levei anos para me dar ao luxo de ter um relacionamento sem muitos medos e acreditar que seria possível ter algo que para mim é um sonho perfeito: uma família.
Eis que, feliz com meu amor, curtindo muito cada jantar, cada risada, cada aconchego, ouço que ele nunca construiria uma família comigo. Meu barquinho, que rumava para aquele horizonte lindo ao por do sol naufragou nesse iceberg, com meus sonhos morrendo congelados como Jack e Rose.
Tentei olhar as coisas por outro ângulo, talvez comer pelas beiradas, faze-lo mudar de idéia. Acontece que não sou garota de comer pelas beiradas, de esperar que alguém mude. A vida está ai tão curta que me imaginava daqui 10 anos, ainda sozinha no meu ap, com meu filho adolescente e com um namorado que nunca quis nada concreto comigo.
Foi ai que tomei a decisão de deixá-lo. E dessa forma me vi adulta por que tomar decisões corretas que nos partem o coração, faz parte de ser adulta.
Dói? Muito. Mas ao mesmo tempo essa dor fica travestida em alívio por ter tomada a decisão correta. Me dá um orgulho enorme de mim mesma por ter tido a coragem de largar um relacionamento gostoso, com alguém que eu amo, por que soube que não estava certo.
De repente o horizonte se mostra a minha frente novamente. E eu tenho a capacidade de imaginá-lo como eu quiser, enquanto fico um tempo à deriva, a espera de um companheiro que queira remar na mesma direção.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Quem quer viver procura viver


Tenho algumas amigas que me deixam orgulhosa pela garra e determinação quanto à relacionamentos. Já olhei para elas em momentos tensos, esperando uma cara de choro e vi mandíbulas cerradas, caras pensativas e lábios dizendo:
- Eu não vou desistir dele.
Tenho uma amiga que aguentou de tudo um pouco: desprezo, confusão mental, uma nova namorada, declaração de amor à essa namorada via Facebook, amigos se dividindo como na divisão de um partido político.
E quando eu achei que a coisa tinha desandado de vez, ela mudou o cabelo, emagreceu, arrumou o armário, lutou pelo cara pelas beiradas, colocou a namorada para escanteio e hoje vive bela e formosa ao lado dele no mesmo apartamento. Quando olho para ela a vejo como mais uma mulher a escalar o Evereste. E impassível!
Enquanto olhava o mar, atravessando a ponte de volta para casa (o mar sempre abre alguma coisa dentro de mim), me perguntei:
O quanto devemos aguentar por amor?
As vezes olho para o meu próprio relacionamento e penso que não vale a pena. São discussões idiotas, provocações infantis. Vontade de mandar ele embora da minha casa com escova -de- dentes, camisetas e furadeira e nunca mais voltar. Mas logo depois eu lembro como é bom acordar antes do despertador, me encaixar feito conchinha e ficar ali o quanto eu puder. Penso nas comidinhas deliciosas que ele faz, nas tantas vezes em que me escutou e carregou minhas trabalhas para lá e para cá e os defeitos vão ficando assim, sem tanta importância.
Esse final de semana tivemos um atrito. Tivemos não; eu tive! Achei um absurdo ele dizer que queria ficar sozinho e no outro dia estar com os amigos bebendo na piscina. Sozinho uma ova; sozinho sem mim! No fim das contas foi até bom. Eu, ele e meu filho seriam elementos demais na mesma equação. Ficar longe às vezes é necessário, apesar da desculpa esfarrapada dele. Mas o destino dá uma ajuda e faz a gente engolir o remédio ruim, mas necessário.
Pensando e repensando, sentindo a mágoa ir e voltar durante a madrugada, lembrei-me então de uma entrevista da falecida Dona Canô, mãe do Caetano, onde ela contava que quando casou foi morar na casa da sogra com mais 24 pessoas! Quando a repórter a questionou como foi, ela respondeu o seguinte:
“Morei lá durante anos sem o menor problema. Sabe, minha filha, quem quer viver procura viver. Foi o que me aconteceu. Eu queria viver com o meu marido, passando o que ele passava de bom e de ruim. Zeca não podia se afastar da família porque ele e a irmã sustentavam todo o mundo. Até hoje o que resta da família de Zeca é amigo. Depois ele alugou um sobrado e a gente se mudou”.
Me sinto boba depois disso. Mas também penso que cada um tem suas necessidades e que tolo é aquele que passa a vida toda tentando ser algo, não consegue e vê que perdeu a vida toda tentando.
É tudo muito confuso: agradar demais enjoa, ligar demais é correr atrás, obedecer é ser passiva, mas homens não querem uma linguaruda. São tantos “não sei”, tantos “precisamos conversar”, tanto sarcasmo e tanto sexo bom, carinho, amizade, risadas, tudo tão bittersweet...
De repente como um estalo, projetou-se na minha cabeça, em letras bem grandes a piscar, a palavra equilíbrio.
Mas poxa, equilíbrio não está fácil. Não se tem equilíbrio nem na alimentação, que dirá em relacionamentos, tão mais complexos do que a eterna luta entre os carboidratos e as proteínas.
E qual é a fórmula? Cadê o be-a-bá dos relacionamentos em versão de bolso, onde eu compro?!
Equilíbrio continua a piscar. E talvez a questão seja tentar, para sempre. Tentar é o que resta e com um pouco de sorte, com fé no coração e Dona Canô como exemplo, a gente se atira no desconhecido agarrada no mantra “quem quer viver procura viver”. Escondida em algum canto ou bem na nossa cara, sem que a gente perceba, pode ser que esteja a medida certa do que se faz por amor.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Fascinada com um blog muito "faça você mesmo", chamado Decoração. com.
Milhares de dicas baratas, criativas, lindas, inspiradoras. Gente, eu gostaria de trabalhar vendo blogs de decoração!

Uma das idéias rycas foi a tal capa de unha de gato que, desculpem o trocadilho, mas foi "o pulo do gato".
Só quem tem gatos sabe o inferno que é eles arranharem ao móveis, sofás, cortinas e afins. Todos os dias eu tenho que gritar com a Marie por ela destruir minha cama box. Apesar de cortar as unhas dela sempre que posso (e lembro), não dou conta.


Maiores informações, aqui

Bjo da ex gorda!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Adoro mexer na minha casa. Seja na disposição dos móveis, seja em novos objetos, seja em plantas.
Como me mudei recentemente, a casa ainda não está exatamente como eu quero o que, por um lado é ruim por que está bagunçada; por outro é ótimo por que tenho muito no que mexer!
No horário do almoço, à caminho de casa, passei na lojinha de ferragens da minha rua afim de comprar um martelo e alguns pregos.
Meu conhecimento nessa área é bem pequeno como mostra o seguinte diálogo com o vendedor (um velhinho bem querido):
- Queria um martelo.
- De que tipo?
- Um que pregue pregos... Pode ser esse pequeno q está pendurado.
- Mas esse é muito pequeno e não tem a parte que retira pegos.
- Que pena! Bom, então vamos aos pregos.
- Que tipo?
- O que serve para pendurar quadros.
- Que tamanho?
- Assim.
E mostrei com os dedos o tamanho aproximado do prego que eu queria.
Desconfiando da minha inabilidade com materiais daquela espécie, o vendedor me disse:
- Sabe, eu nunca mais usei bucha ou prego para pendurar coisas na minha casa. Minha mulher tem uns espelhos e quadros e eu penuro todos com fita dupla-face.
Para mim, fita dupla-face é aquela fininha para trabalhos escolares ou artesanato com papel, de forma que eu desconfiei por alguns segundos da sanidade do velhinho, imaginando até se ele não estava batendo um papo com o alemão malvado, o Alzheimer.
Foi quando ele me mostrou a fita e eu me senti culpada pelos pensamentos anteriores.
A fita é dupla-face sim, mas é grossa, com uma espuma no meio.
Cheguei em casa e pá, ja colei o espelho na parede. Até o momento da minha saída o espelho continuava na parede. Já o quadro que coloquei na parede despencou mas suspeito de que não limpei bem a parede antes de colocá-lo (muito excitada com a idéia de colar coisas no ap inteiro!)
Se tudo der certo, acho que descobri a pólvora da decoração sem furos!! Agora o negócio e torcer e selecionar os próximos ítens a serem colados!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Glamour Paraguaio

Deus sabe que não sou a mulher mais fashion desse mundo. Sou do tipo de pessoa que não ousa nem misturar estampas e que tem uma boa coleção de sapatilhas básicas para serem combinadas com regatas básicas e jeans... básicos.
Mas achei o blog  Glamour Paraguaio assim sem querer e, apesar do apelo fashion dele, certas coisas fizeram a minha alegria, como esse secador de cabelo, pelo qual eu emprestaria meu corpo para experiências científicas em troca.





É de uma ryqueza sem precedentes. Papai Noel, segue o pedido!






quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Carnaval acabou e, segundo dizem por aí, é quando o ano começa. O meu já começou faz tempo com mudança de casa/cidade, emprego novo, vida nova.
Final de semana aproveitei para visitar a antiga casa e recolher mais alguns pertences. Que sensação estranha! Queria ir embora o mais rápido possível, como se estivesse visitando o antigo cativeiro. Talvez por ter tentado por tanto tempo me mudar, a sensação que tenho quando volto é que vou ficar presa novamente. eca!
Enfim, entre meus tesouros trouxe meus livros de receita!!! Entre eles meu Larrousse Cupcakes; o livro de receitas que ganhei no Dia das Mães, com a foto do Bê na capa; meu primeiro livro de receitas bem surrado; um livro com dedicatória do meu falecido pai; um livro de petiscos que ganhei do meu irmão (um excelente cozinheiro por sinal!), entre outros. Estou louca para tirar um tempo para ler os livros e obter mais inspiração na cozinha!
E a receita de hoje é: Bolo de banana preguiçoso.
Para variar não sei onde tirei a receita do bolo branco. A colocação de bananas foi idéia minha.


3 ovos
1/2 xícara. de manteiga à temperatura ambiente
2 xícara. de açúcar
2 e 1/2 xícara. de farinha
1/2 xícara de amido de milho
1 xícara de leite
1 colher de sopa de fermento

Bata os ovos, o açúcar e a manteiga até virarem um creme fofo e mais claro. Acrescente os demais ingredientes e bata bem até a massa ficar bem homogênea.
Pique cerca de 3 bananas e polvilhe com canela.
Em uma fôrma, coloque metade da massa, as bananas bem espalhadas e a outra metade da massa.
Asse em forno moderado (cerca de 180ºC).


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

79 idéias

Achei o fofíssimo blog 79 idéias nem sei bem onde. Colocado junto aos meus favoritos no computador, todos os dias dou uma espiada e todos os dias encontro algo lindo, de incrível bom gosto e moderno.
O blog é escrito por Radostina Boseva, búlgara radicada na República Tcheca, formada em História, mas que trabalha mesmo como designer gráfica, estilista, fotógrafa e diretora de arte.
Achei esse ambiente particularmente inspirador pelas cores, o apelo lúdico e a informalidade.



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013