Fui tomada de um medo maluco essa semana. Nao lembro se foi no mercado ou no elevador, que me dei conta de que talvez eu fique solteira para sempre. Não foi um susto ou um pânico a ponto de pegar o primeiro cidadão e faze-lo meu namorado. É um medinho tímido que fica rondando minha cabeça, discreto mas sempre presente.
Para a grande maioria das minhas amigas e mulheres de 30 e poucos anos, ficar sozinha é aterrorizante. Todas querem casar, em primeiro lugar. Querem partilhar da dor e felicidade da maioria das mulheres que ja casaram e se preparam para viver a dois eternamente. Usar o vestido branco, dar a festa, usar uma aliança e planejar.
No meu caso é um pouco diferente. Eu ja casei, já tive um filho e o gostinho de quero mais é do filho, não do casamento.
O que me preocupa não é ficar solteirona; me preocupa eu não ter mais filhos, uma família. Uma família de um filho só é mais econômica, mais prática, menos cansativa. Mas se vcs me conhecem, sabem que eu não sou prática. Nos meus sonhos, minha casa é grande, com piso de madeira, uma varanda cheia de plantas e uma cozinha enorme, pronta para se cozinhar qualquer coisa. Na minha casa existem quartos, todos ocupados por filhos, no mínimo dois. E meus filhos me trarão seus amigos, suas namoradas, mais amigos, meus netos, quem sabe se eu me cuidar até bisnetos!
Sim, minha casa vai ter brigas, bagunça, confusão. Vou me sentir cansada, vou me perguntar se fiz a coisa certa, vou ter menos dinheiro do que esperava. Mas eu serei o coração de uma casa cheia de vida, de pessoas. Vou olhar para trás e pensar: tenho meu clã, fiz minha parte.
Nada vai me fazer mudar de idéia.
As Aventuras de Senhorita C.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Mãe Ídolo
Quando me tornei mãe, senti uma gama de sentimentos bem grande. Me senti frustrada, amada, com medo, insegura, carente, ciumenta e hoje em dia me sinto, muitas vezes, fodona.
Quando o Bê não sabia expressar direito emoções mais efinadas ou não conseguia verbalizar muito bem as coias, foram inúmeras as vezes em que senti dúvidas quanto ao sentimento dele. Eu era sua mãe, aquela que trocava fraldas, dava mamadeira, trocava a roupa. Mas para ele isso era algo natural e não havia sentimento de gratidão ou a verbalização do sentimento. Cheguei a pensar que ele preferia ficar com o pai do que comigo.
O tempo passou, me tornei mais segura nessa relação, tal como a mulher se torna mais segura num casamento ao longo dos anos.
Hoje em dia, com a verbalização ótima e com o Bernardo pensando com mais maturidade, ele acha que eu sou fodona por que eu sei jogar os jogos que ele gosta, por que eu ja vi alguns filmes do Harry Potter, eu sei fazer massinha caseira e sei que o guepardo é o feilno mais rápido do mundo.
- Nossa mãe, como é que você sabe tudo do universo?!
- Por que eu estudei. Por que eu pesquiso na net, leio livros.
- Uau!
Mas eu não sei tudo do mundo. Sou um desastre na matemática, não tenho noção de distância, não sei jogar truco, não sei um monte de coisas! Então eu fico assim sem graça quando ele me diz que eu sou fodona, me sinto uma farça prestes a ser descoberta como o Papai Noel ou o Coelhinho da Páscoa.
Por outro lado é tão bom saber que ele me acha fodona! Por que ele é a pessoa mais importante do meu mundo e eu quero ser a melhor mãe de todas! E sei que essa fase dura pouco. Assim que ele crescer mais um pouco e os hormônios reinarem sobre aquele corpinho, eu passarei de mãe - ídolo para a temida mãe- establishment que ele vai querer ver longe porque de repente, eu não saberei de mais nada.
Quando o Bê não sabia expressar direito emoções mais efinadas ou não conseguia verbalizar muito bem as coias, foram inúmeras as vezes em que senti dúvidas quanto ao sentimento dele. Eu era sua mãe, aquela que trocava fraldas, dava mamadeira, trocava a roupa. Mas para ele isso era algo natural e não havia sentimento de gratidão ou a verbalização do sentimento. Cheguei a pensar que ele preferia ficar com o pai do que comigo.
O tempo passou, me tornei mais segura nessa relação, tal como a mulher se torna mais segura num casamento ao longo dos anos.
Hoje em dia, com a verbalização ótima e com o Bernardo pensando com mais maturidade, ele acha que eu sou fodona por que eu sei jogar os jogos que ele gosta, por que eu ja vi alguns filmes do Harry Potter, eu sei fazer massinha caseira e sei que o guepardo é o feilno mais rápido do mundo.
- Nossa mãe, como é que você sabe tudo do universo?!
- Por que eu estudei. Por que eu pesquiso na net, leio livros.
- Uau!
Mas eu não sei tudo do mundo. Sou um desastre na matemática, não tenho noção de distância, não sei jogar truco, não sei um monte de coisas! Então eu fico assim sem graça quando ele me diz que eu sou fodona, me sinto uma farça prestes a ser descoberta como o Papai Noel ou o Coelhinho da Páscoa.
Por outro lado é tão bom saber que ele me acha fodona! Por que ele é a pessoa mais importante do meu mundo e eu quero ser a melhor mãe de todas! E sei que essa fase dura pouco. Assim que ele crescer mais um pouco e os hormônios reinarem sobre aquele corpinho, eu passarei de mãe - ídolo para a temida mãe- establishment que ele vai querer ver longe porque de repente, eu não saberei de mais nada.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Trabalho em uma escola desde o ano passado, participando de um preojeto chamado Mais Educação. Minha turminha é formada por crianças- problema, onde trabalho afim de montarmos um jornal e dar-lhes uma visão geral sobre jornalismo.
Fiquei apreensiva a princípio, com o comportamento difícil das crianças. Mas foi com o portugês delas que eu fiquei apavorada.
A ferramenta principal do jornalismo é a língua portuguesa. É óbvio que eu não espararia ou cobraria um português impecável de crianças da 5ª série de uma escóla pública dos confins de Blaneário Camboriú. Mas o que eu lia em suas pequenas redações, era uma espécie de dialeto, uma língua que eu mal compreendia. Senti um misto de tristeza, raiva, frustração, pena. Por que analisando friamente, sei que essas crianças não terão um futuro brilhante ou pelo menos reluzente.
Em primeiro lugar porque em suas famílias, falar ou escrever corretamente não é necessário ou esperado. Muitas têm pais semi analfabetos que desocnhecem quase totalmente a língua portuguesa.
Em segundo lugar, os professores da rede pública são semi analfabetos. No meu convívio com os professores da escola eu sinto vergonha alheia e uma frustração imensa quando ouço meus colegas na sala dos professores fazendo concordâncias verbais erradas, cometendo erros absurdos, não sabendo redigir bilhetes para os pais.
Como é que essas crianças vão aprender, se os professores não aprenderam?
E gostaria de fazer uma reunião e expor o caso mas e o que isso mudaria? Seria necessário mudar um sistema inteiro. Seria necessário valorizar o profissional da educação afim de chamar pessoas bem educadas para fazer pedagogia e nao apenas as mulheres de baixa renda e pouca educação provenientes de ambientes onde o português não é estimado.
Tenho alunos incríveis, com potencial. Juro que se eu ganhasse na mega sena faria uma proposta indecente para ser tutora deles. Mas eu ainda não ganhei para isso.
Então o que me resta é tentar, por mais um ano, fazer alguma diferença. Mostrar graphic novels, estimulá-los a ler, a interpretar filmes a conhecer um pouco de tudo. Fazer com que abram suas pequenas mentes e criem, confrontem idéias, aprendam a pensar. Mas é um caminho longo, tortuoso e sem muita esperança.
Fiquei apreensiva a princípio, com o comportamento difícil das crianças. Mas foi com o portugês delas que eu fiquei apavorada.
A ferramenta principal do jornalismo é a língua portuguesa. É óbvio que eu não espararia ou cobraria um português impecável de crianças da 5ª série de uma escóla pública dos confins de Blaneário Camboriú. Mas o que eu lia em suas pequenas redações, era uma espécie de dialeto, uma língua que eu mal compreendia. Senti um misto de tristeza, raiva, frustração, pena. Por que analisando friamente, sei que essas crianças não terão um futuro brilhante ou pelo menos reluzente.
Em primeiro lugar porque em suas famílias, falar ou escrever corretamente não é necessário ou esperado. Muitas têm pais semi analfabetos que desocnhecem quase totalmente a língua portuguesa.
Em segundo lugar, os professores da rede pública são semi analfabetos. No meu convívio com os professores da escola eu sinto vergonha alheia e uma frustração imensa quando ouço meus colegas na sala dos professores fazendo concordâncias verbais erradas, cometendo erros absurdos, não sabendo redigir bilhetes para os pais.
Como é que essas crianças vão aprender, se os professores não aprenderam?
E gostaria de fazer uma reunião e expor o caso mas e o que isso mudaria? Seria necessário mudar um sistema inteiro. Seria necessário valorizar o profissional da educação afim de chamar pessoas bem educadas para fazer pedagogia e nao apenas as mulheres de baixa renda e pouca educação provenientes de ambientes onde o português não é estimado.
Tenho alunos incríveis, com potencial. Juro que se eu ganhasse na mega sena faria uma proposta indecente para ser tutora deles. Mas eu ainda não ganhei para isso.
Então o que me resta é tentar, por mais um ano, fazer alguma diferença. Mostrar graphic novels, estimulá-los a ler, a interpretar filmes a conhecer um pouco de tudo. Fazer com que abram suas pequenas mentes e criem, confrontem idéias, aprendam a pensar. Mas é um caminho longo, tortuoso e sem muita esperança.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Segundo Freud, todas as mulheres são incompletas. Por suas constituição física - canal vaginal, precisam de um homem (pênis) para serem "preenchidas" e assim sentirem-se completas. Concordo com ele. Concordo e suspeito que existam também mulheres com lugares a serem preenchidos no cérebro!
O que está acontecendo com as mulheres?! Será alguma bactéria na água? Todas as mulheres que conheço estão carentes. E tudo bem estar carente, eu também fico, também ja chorei minhas pitangas. Mas tem que ser algo passageiro!
Eu pelo menos detesto gente carente. Me sinto incomodada, achando que tudo o que eu fizer jamais será suficiente e que aquela pessoa jamais sairá do meu pé. Não sei consolar pessoas e detesto ter dependentes.
Nesse final de semana senti um misto de pena com vergonha ao ver a situação de um amigo meu. A garota com quem ele estava (ou cuidava) era tão desmiolada, tão carente que grudou de uma forma desagradável, tipo bichos que possuem ventosas. Era nítida a carência, a falta de carinho, as esperanças. Em alguns momentos fiquei tao sem graça que quase me retirei aos meus aposentos...
E isso mancha a reputação feminina como um todo! Poxa, eu sei me controlar, por que você não pode também? Não é por que estamos falando de emoções que deixamos o bom senso de lado e partimos para a loucura emocional. Homens também são carentes e não vemos eles se exporem dessa forma. Todo o choro, a viadagem, as discussões sobre o assunto se dão no meio da noite, com um amigo muito íntimo e geralmente acabam com uma gelada e umas risadas. Mulher não. Mulher tem que chorar, beber todas, falar merda, achar que vai morrer, parar de comer ou comer compulsivamente, geralmente coisas doces (ai, é tudo tão clichê!), achar outro macho e depositar nele todas as esperanças de um futuro melhor.
Depois não sabem por que homem detesta discutir relação, falar sobre os sentimentos ou namorar.
Esse ano vou fazer campanha pela auto estima feminina e pelo fim dessa coisa de ser carente e tudo bem. Tudo bem o cacete! Se quer fazer drama faça em casa que eu to de saco (imaginário) cheio de ouvir blablabla e ver mulher se comportando como maluca no cio. Pronto, falei!
O que está acontecendo com as mulheres?! Será alguma bactéria na água? Todas as mulheres que conheço estão carentes. E tudo bem estar carente, eu também fico, também ja chorei minhas pitangas. Mas tem que ser algo passageiro!
Eu pelo menos detesto gente carente. Me sinto incomodada, achando que tudo o que eu fizer jamais será suficiente e que aquela pessoa jamais sairá do meu pé. Não sei consolar pessoas e detesto ter dependentes.
Nesse final de semana senti um misto de pena com vergonha ao ver a situação de um amigo meu. A garota com quem ele estava (ou cuidava) era tão desmiolada, tão carente que grudou de uma forma desagradável, tipo bichos que possuem ventosas. Era nítida a carência, a falta de carinho, as esperanças. Em alguns momentos fiquei tao sem graça que quase me retirei aos meus aposentos...
E isso mancha a reputação feminina como um todo! Poxa, eu sei me controlar, por que você não pode também? Não é por que estamos falando de emoções que deixamos o bom senso de lado e partimos para a loucura emocional. Homens também são carentes e não vemos eles se exporem dessa forma. Todo o choro, a viadagem, as discussões sobre o assunto se dão no meio da noite, com um amigo muito íntimo e geralmente acabam com uma gelada e umas risadas. Mulher não. Mulher tem que chorar, beber todas, falar merda, achar que vai morrer, parar de comer ou comer compulsivamente, geralmente coisas doces (ai, é tudo tão clichê!), achar outro macho e depositar nele todas as esperanças de um futuro melhor.
Depois não sabem por que homem detesta discutir relação, falar sobre os sentimentos ou namorar.
Esse ano vou fazer campanha pela auto estima feminina e pelo fim dessa coisa de ser carente e tudo bem. Tudo bem o cacete! Se quer fazer drama faça em casa que eu to de saco (imaginário) cheio de ouvir blablabla e ver mulher se comportando como maluca no cio. Pronto, falei!
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Oin, ti fofo!
Esse poeminha nerd foi recitado pelo personagem Kumar em Harold& Kumar 2, um desses filmes-besteira americanos. É fofo!
Raiz quadrada de 3
Tenho medo de ser vejam vocês
Solitário como a raiz de três
Um tres é tudo o que de mais lindo existe
Não quero ver você triste
Por baixo de uma raiz quadrada daninha
Se eu fosse um nove, você seria minha
Por que o nove com sua estetica
Resove rapido essa aritimetica
Sei que não tenho valor algum
Como 1,7321
Assim é minha realidade
Uma triste Irracionalidade
Mais derepente
O que no caminho eu vejo
Outra raiz quadrada de tres nesse incejo
Que vem comigo valsar,
E agora vamos juntos multiplicar.
Para formar o numero que preferimos
Somos um numero inteiro quando nos unimos
Assim dos laços mortais nos livramos
E com uma varinha magica acenamos
Para que nossa raiz não seja mais quadrada
E que eu seja renovado por minha amada
David Feinberg
Raiz quadrada de 3
Tenho medo de ser vejam vocês
Solitário como a raiz de três
Um tres é tudo o que de mais lindo existe
Não quero ver você triste
Por baixo de uma raiz quadrada daninha
Se eu fosse um nove, você seria minha
Por que o nove com sua estetica
Resove rapido essa aritimetica
Sei que não tenho valor algum
Como 1,7321
Assim é minha realidade
Uma triste Irracionalidade
Mais derepente
O que no caminho eu vejo
Outra raiz quadrada de tres nesse incejo
Que vem comigo valsar,
E agora vamos juntos multiplicar.
Para formar o numero que preferimos
Somos um numero inteiro quando nos unimos
Assim dos laços mortais nos livramos
E com uma varinha magica acenamos
Para que nossa raiz não seja mais quadrada
E que eu seja renovado por minha amada
David Feinberg
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