segunda-feira, 11 de março de 2013

Quem quer viver procura viver


Tenho algumas amigas que me deixam orgulhosa pela garra e determinação quanto à relacionamentos. Já olhei para elas em momentos tensos, esperando uma cara de choro e vi mandíbulas cerradas, caras pensativas e lábios dizendo:
- Eu não vou desistir dele.
Tenho uma amiga que aguentou de tudo um pouco: desprezo, confusão mental, uma nova namorada, declaração de amor à essa namorada via Facebook, amigos se dividindo como na divisão de um partido político.
E quando eu achei que a coisa tinha desandado de vez, ela mudou o cabelo, emagreceu, arrumou o armário, lutou pelo cara pelas beiradas, colocou a namorada para escanteio e hoje vive bela e formosa ao lado dele no mesmo apartamento. Quando olho para ela a vejo como mais uma mulher a escalar o Evereste. E impassível!
Enquanto olhava o mar, atravessando a ponte de volta para casa (o mar sempre abre alguma coisa dentro de mim), me perguntei:
O quanto devemos aguentar por amor?
As vezes olho para o meu próprio relacionamento e penso que não vale a pena. São discussões idiotas, provocações infantis. Vontade de mandar ele embora da minha casa com escova -de- dentes, camisetas e furadeira e nunca mais voltar. Mas logo depois eu lembro como é bom acordar antes do despertador, me encaixar feito conchinha e ficar ali o quanto eu puder. Penso nas comidinhas deliciosas que ele faz, nas tantas vezes em que me escutou e carregou minhas trabalhas para lá e para cá e os defeitos vão ficando assim, sem tanta importância.
Esse final de semana tivemos um atrito. Tivemos não; eu tive! Achei um absurdo ele dizer que queria ficar sozinho e no outro dia estar com os amigos bebendo na piscina. Sozinho uma ova; sozinho sem mim! No fim das contas foi até bom. Eu, ele e meu filho seriam elementos demais na mesma equação. Ficar longe às vezes é necessário, apesar da desculpa esfarrapada dele. Mas o destino dá uma ajuda e faz a gente engolir o remédio ruim, mas necessário.
Pensando e repensando, sentindo a mágoa ir e voltar durante a madrugada, lembrei-me então de uma entrevista da falecida Dona Canô, mãe do Caetano, onde ela contava que quando casou foi morar na casa da sogra com mais 24 pessoas! Quando a repórter a questionou como foi, ela respondeu o seguinte:
“Morei lá durante anos sem o menor problema. Sabe, minha filha, quem quer viver procura viver. Foi o que me aconteceu. Eu queria viver com o meu marido, passando o que ele passava de bom e de ruim. Zeca não podia se afastar da família porque ele e a irmã sustentavam todo o mundo. Até hoje o que resta da família de Zeca é amigo. Depois ele alugou um sobrado e a gente se mudou”.
Me sinto boba depois disso. Mas também penso que cada um tem suas necessidades e que tolo é aquele que passa a vida toda tentando ser algo, não consegue e vê que perdeu a vida toda tentando.
É tudo muito confuso: agradar demais enjoa, ligar demais é correr atrás, obedecer é ser passiva, mas homens não querem uma linguaruda. São tantos “não sei”, tantos “precisamos conversar”, tanto sarcasmo e tanto sexo bom, carinho, amizade, risadas, tudo tão bittersweet...
De repente como um estalo, projetou-se na minha cabeça, em letras bem grandes a piscar, a palavra equilíbrio.
Mas poxa, equilíbrio não está fácil. Não se tem equilíbrio nem na alimentação, que dirá em relacionamentos, tão mais complexos do que a eterna luta entre os carboidratos e as proteínas.
E qual é a fórmula? Cadê o be-a-bá dos relacionamentos em versão de bolso, onde eu compro?!
Equilíbrio continua a piscar. E talvez a questão seja tentar, para sempre. Tentar é o que resta e com um pouco de sorte, com fé no coração e Dona Canô como exemplo, a gente se atira no desconhecido agarrada no mantra “quem quer viver procura viver”. Escondida em algum canto ou bem na nossa cara, sem que a gente perceba, pode ser que esteja a medida certa do que se faz por amor.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Fascinada com um blog muito "faça você mesmo", chamado Decoração. com.
Milhares de dicas baratas, criativas, lindas, inspiradoras. Gente, eu gostaria de trabalhar vendo blogs de decoração!

Uma das idéias rycas foi a tal capa de unha de gato que, desculpem o trocadilho, mas foi "o pulo do gato".
Só quem tem gatos sabe o inferno que é eles arranharem ao móveis, sofás, cortinas e afins. Todos os dias eu tenho que gritar com a Marie por ela destruir minha cama box. Apesar de cortar as unhas dela sempre que posso (e lembro), não dou conta.


Maiores informações, aqui

Bjo da ex gorda!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Adoro mexer na minha casa. Seja na disposição dos móveis, seja em novos objetos, seja em plantas.
Como me mudei recentemente, a casa ainda não está exatamente como eu quero o que, por um lado é ruim por que está bagunçada; por outro é ótimo por que tenho muito no que mexer!
No horário do almoço, à caminho de casa, passei na lojinha de ferragens da minha rua afim de comprar um martelo e alguns pregos.
Meu conhecimento nessa área é bem pequeno como mostra o seguinte diálogo com o vendedor (um velhinho bem querido):
- Queria um martelo.
- De que tipo?
- Um que pregue pregos... Pode ser esse pequeno q está pendurado.
- Mas esse é muito pequeno e não tem a parte que retira pegos.
- Que pena! Bom, então vamos aos pregos.
- Que tipo?
- O que serve para pendurar quadros.
- Que tamanho?
- Assim.
E mostrei com os dedos o tamanho aproximado do prego que eu queria.
Desconfiando da minha inabilidade com materiais daquela espécie, o vendedor me disse:
- Sabe, eu nunca mais usei bucha ou prego para pendurar coisas na minha casa. Minha mulher tem uns espelhos e quadros e eu penuro todos com fita dupla-face.
Para mim, fita dupla-face é aquela fininha para trabalhos escolares ou artesanato com papel, de forma que eu desconfiei por alguns segundos da sanidade do velhinho, imaginando até se ele não estava batendo um papo com o alemão malvado, o Alzheimer.
Foi quando ele me mostrou a fita e eu me senti culpada pelos pensamentos anteriores.
A fita é dupla-face sim, mas é grossa, com uma espuma no meio.
Cheguei em casa e pá, ja colei o espelho na parede. Até o momento da minha saída o espelho continuava na parede. Já o quadro que coloquei na parede despencou mas suspeito de que não limpei bem a parede antes de colocá-lo (muito excitada com a idéia de colar coisas no ap inteiro!)
Se tudo der certo, acho que descobri a pólvora da decoração sem furos!! Agora o negócio e torcer e selecionar os próximos ítens a serem colados!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Glamour Paraguaio

Deus sabe que não sou a mulher mais fashion desse mundo. Sou do tipo de pessoa que não ousa nem misturar estampas e que tem uma boa coleção de sapatilhas básicas para serem combinadas com regatas básicas e jeans... básicos.
Mas achei o blog  Glamour Paraguaio assim sem querer e, apesar do apelo fashion dele, certas coisas fizeram a minha alegria, como esse secador de cabelo, pelo qual eu emprestaria meu corpo para experiências científicas em troca.





É de uma ryqueza sem precedentes. Papai Noel, segue o pedido!






quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Carnaval acabou e, segundo dizem por aí, é quando o ano começa. O meu já começou faz tempo com mudança de casa/cidade, emprego novo, vida nova.
Final de semana aproveitei para visitar a antiga casa e recolher mais alguns pertences. Que sensação estranha! Queria ir embora o mais rápido possível, como se estivesse visitando o antigo cativeiro. Talvez por ter tentado por tanto tempo me mudar, a sensação que tenho quando volto é que vou ficar presa novamente. eca!
Enfim, entre meus tesouros trouxe meus livros de receita!!! Entre eles meu Larrousse Cupcakes; o livro de receitas que ganhei no Dia das Mães, com a foto do Bê na capa; meu primeiro livro de receitas bem surrado; um livro com dedicatória do meu falecido pai; um livro de petiscos que ganhei do meu irmão (um excelente cozinheiro por sinal!), entre outros. Estou louca para tirar um tempo para ler os livros e obter mais inspiração na cozinha!
E a receita de hoje é: Bolo de banana preguiçoso.
Para variar não sei onde tirei a receita do bolo branco. A colocação de bananas foi idéia minha.


3 ovos
1/2 xícara. de manteiga à temperatura ambiente
2 xícara. de açúcar
2 e 1/2 xícara. de farinha
1/2 xícara de amido de milho
1 xícara de leite
1 colher de sopa de fermento

Bata os ovos, o açúcar e a manteiga até virarem um creme fofo e mais claro. Acrescente os demais ingredientes e bata bem até a massa ficar bem homogênea.
Pique cerca de 3 bananas e polvilhe com canela.
Em uma fôrma, coloque metade da massa, as bananas bem espalhadas e a outra metade da massa.
Asse em forno moderado (cerca de 180ºC).